Vale a pena ler este artigo de Pierre Jourde (escritor e professor na Universidade de Grenoble), traduzido pelo Le Monde Diplomatique. Apesar de ser um texto de 2008, mantém uma atualidade desconcertante, no que diz respeito a alguns conselhos para um êxito na reforma do ensino.

… “Para dar remédio ao insucesso escolar, nada mais simples: planifiquemos a produção de diplomas. O que funcionou tão bem para o diploma do ensino secundário há-de funcionar para a licenciatura. Ora vamos lá a ver: saem com licenciatura, digamos, 50 por cento dos alunos do ano lectivo em curso. Está bem assim? Não, essa percentagem é um bocado forreta, digamos 80 por cento. Ah, mas isso ainda é uma ambição pequena, que um condenável elitismo acentua. Porque não decidirmos que a médio prazo a totalidade da população irá ter um doutoramento (à escolha: em letras, matemática, direito…)? Isso sim, corresponde a um autêntica democratização. E para a alcançar não há reforma mais simples: a ministra decreta-a. Logo a seguir a administração activa-se. Os reitores ordenam (é isso também a autonomia). E os professores, zelosamente, aplicam a directiva, esmerando-se por atribuir as notas que dêem acesso ao diploma. O milagre é certo e seguro, a ministra terá assim multiplicado os diplomas como Jesus multiplicou os pães.”…

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